Quem nunca ouviu ou usou a expressão “lápis cor da pele” para se referir a um único tom de bege? A proposta da ação cultural “Me empresta o lápis cor da pele?”, promovida pela Câmara de Vereadores de Marau dentro da programação do Cultura 24 Horas, é justamente provocar essa reflexão de forma leve, criativa e acessível.
A atividade acontece por meio de painéis interativos instalados na Casa de Cultura, onde crianças, jovens e adultos podem desenhar rostos, cabelos e características em diferentes tons de pele utilizando canetinhas coloridas.. A ideia é incentivar as pessoas a perceberem, na prática, que não existe apenas uma “cor de pele”, mas uma diversidade de tons, traços e identidades que fazem parte da sociedade.
A proposta estimula o olhar para a inclusão, o respeito e a representatividade. Durante muito tempo, expressões e conceitos passaram despercebidos por gerações, como se houvesse um padrão único para representar as pessoas. A ação propõe ao público repensar essas ideias e compreender que a diversidade deve estar presente também nas pequenas coisas do cotidiano, inclusive nas cores usadas para desenhar.
Voltada para todas as idades, a iniciativa desperta conversas importantes de maneira simples e participativa, especialmente entre as crianças, que têm a oportunidade de aprender desde cedo sobre respeito às diferenças e valorização da diversidade humana.
O Cultura 24 Horas, evento que reúne atividades artísticas, culturais e educativas no município, foi declarado Patrimônio Cultural Imaterial de Marau por meio de lei de autoria da vereadora Josiane Bedin. A programação acontece desde o dia 5 de maio e segue até domingo (10), na Casa de Cultura de Marau.